Jaguar: O Gênio que Morreu Precoce
Em um mundo onde a idade é medida pelo tempo de vida, é comum encontrar obituários que destacam o longo período de existência das pessoas falecidas. No entanto, quando se trata do talentoso Sérgio Magalhães Gomes Jaguaribe, mais conhecido como Jaguar, essa regra não se aplica. O gênio que morreu recentemente tinha apenas 22 anos de idade, um tempo de vida considerado muito curto para alguém com sua capacidade criativa e produtiva.
A data de nascimento de Jaguar é um fato interessante, pois ele escolheu dividir o ano de 1932 com outros gênios do traço, como os argentinos Mordillo e Quino, e o brasileiro Ziraldo. Essa escolha não foi uma coincidência, mas sim uma demonstração da originalidade e criatividade que caracterizaram sua vida. Jaguar estava internado há três semanas com pneumonia quando seu corpo deu sinais de fraqueza, e a confirmação de sua morte veio na tarde do último domingo por Celia Regina Pierantoni, sua parceira constante e fiel nas últimas décadas.
A vida de Jaguar foi marcada pela intensidade e pelo desejo de viver ao máximo. Ele consumia grandes quantidades de álcool e passava longas noites em claro, mas apesar disso, viveu uma vida plena e cheia de experiências. Foi um privilégio ter convivido com figuras importantes da cultura brasileira, como Danuza Leão, Leila Diniz, Tom Jobim, Chico Buarque, Scarlet Moon, Nara Leão, Glauber Rocha, Jô Soares e Antônio Pedro. Além disso, ele teve a oportunidade de compartilhar suas ideias com colegas do Pasquim, como Tarso de Castro, Martha Alencar, Ziraldo, Millôr Fernandes e Sérgio Cabral.
Jaguar foi um dos principais rostos do jornal Sig e dedicou sua alma ao Pasquim. Sua contribuição para a mídia brasileira foi significativa, e ele deixará uma marca duradoura na história da imprensa nacional. Com sua morte, o Brasil perdeu um talento precoce que poderia ter dado muito mais, mas também ganhou uma rica herança de ideias e experiências que continuarão a inspirar gerações futuras.
A vida de Jaguar é um lembrete de que não é necessário viver por muito tempo para deixar uma marca importante na sociedade. Suas contribuições ao jornalismo brasileiro foram significativas, e seu legado continuará a ser lembrado e celebrado pelos anos vindouros. Embora sua morte tenha sido precoce, ela também foi um testemunho da intensidade com que ele viveu sua vida e da qualidade das experiências que teve ao longo de seus 22 anos.