A fase de cria é determinante para o desempenho do rebanho ao longo de toda a vida produtiva. De acordo com João Eustáquio de Almeida Junior, empresário com 30 anos de carreira no setor agropecuário, as decisões relacionadas à nutrição, sanidade, ambiente e manejo impactam diretamente o crescimento, a eficiência reprodutiva e a qualidade final do animal.
Isto posto, compreender a fase de cria como um período estratégico ajuda o produtor a reduzir perdas e a construir resultados mais consistentes no médio e longo prazo. Interessado em saber mais sobre? Ao longo desta leitura, você verá como escolhas feitas no início refletem em todo o ciclo produtivo.
A importância do desenvolvimento inicial do bezerro
A fase de cria compreende desde o nascimento até o desmame, período em que o bezerro depende diretamente da vaca e das condições oferecidas pelo sistema. Nessa etapa, o desenvolvimento corporal e metabólico ocorre de forma acelerada, o que torna o manejo ainda mais sensível a falhas. Portanto, uma alimentação inadequada, estresse excessivo ou falhas sanitárias tendem a gerar efeitos duradouros.

Conforme destaca João Eustáquio de Almeida Junior, investir em um ambiente equilibrado nesse momento favorece não apenas o ganho de peso inicial, mas também a formação de um animal mais resistente e adaptado. Assim, o cuidado diário durante a fase de cria reduz a necessidade de intervenções corretivas nas fases seguintes, que costumam ser mais caras e complexas.
Ademais, segundo o empresário com 30 anos de carreira no setor agropecuário, João Eustáquio de Almeida Junior, a qualidade do manejo inicial influencia o comportamento do animal. Desse modo, bezerros criados em ambientes organizados, com rotina previsível, tendem a responder melhor ao manejo humano e a apresentar menor nível de estresse ao longo da vida produtiva.
Quais práticas garantem um bom manejo na fase de cria?
Para que a fase de cria cumpra seu papel estratégico, é necessário adotar práticas integradas, que considerem o animal de forma completa. Aliás, como comenta João Eustáquio de Almeida Junior, não se trata de ações isoladas, mas de um conjunto de cuidados que se complementam no dia a dia da propriedade. Isto posto, entre as principais práticas que fortalecem o manejo nesse período, destacam-se:
- Nutrição adequada da vaca, garantindo boa produção de leite e condição corporal equilibrada ao longo da fase de cria;
- Monitoramento sanitário contínuo, com atenção a doenças comuns nos primeiros meses de vida;
- Manejo do ambiente, oferecendo sombra, água de qualidade e áreas limpas para reduzir o estresse;
- Acompanhamento do crescimento do bezerro, identificando precocemente qualquer desvio de desempenho.
Essas ações, quando aplicadas de forma consistente, criam um cenário favorável para o desenvolvimento do animal. Ao final da fase de cria, o produtor passa a lidar com um rebanho mais uniforme e preparado para as etapas seguintes, o que facilita o planejamento e a tomada de decisão.
A fase de cria como base para eficiência produtiva
Em suma, a eficiência produtiva começa muito antes da recria ou da engorda. Uma vez que a fase de cria funciona como alicerce de todo o sistema, pois define o ponto de partida do animal dentro do ciclo produtivo. Dessa forma, um início bem estruturado reduz perdas, melhora a conversão de insumos e aumenta a previsibilidade dos resultados, conforme frisa o empresário João Eustáquio de Almeida Junior.
Um manejo bem feito hoje, garante resultados mais consistentes amanhã
Em conclusão, ao analisar todo o ciclo produtivo, fica claro que a fase de cria exerce influência decisiva sobre os resultados finais. O cuidado com os primeiros meses de vida do animal reflete em desempenho, sanidade e eficiência ao longo de toda a produção. Portanto, enxergar esse período como investimento é um passo importante para quem busca evolução contínua no campo. Assim, com planejamento, atenção aos detalhes e manejo consciente, o produtor cria bases sólidas para resultados consistentes no presente e no futuro.
Autor: Kalamara Rorys